15 de dez de 2009

Paradoxo

Nós, mulheres geminianas, não mudamos de personalidade, apenas mostramos todas as mulheres que nos habitam.

Somos mulheres carismáticas, envolventes, sedutoras, misteriosas, curiosas, inteligentes, geralmente de voz bonita e com fluência para conversar (aliás, falamos pelos cotovelos). Por outro lado, como já diz o nome do signo, somos duas em uma. Mas tu nunca podes ter as duas ao mesmo tempo, o que exclui totalmente a possibilidade de escolher com qual das duas quer ter contato. É quase uma loteria.

Somos intrigantes demais, e talvez por isso chamemos tanto a atenção de tantas pessoas. Somos ávidas e espertas, rápidas e antenadas. Queremos sempre estar à frente das informações, e não poupamos esforços para descobrir coisas novas.
Quem conhece uma mulher de gêmeos, sabe que é muito difícil ver a mesma pessoa por muito tempo. Nossas fotos nunca parecem ser da mesma pessoa e nossas mudanças de comportamento deixam qualquer um sem saber se acabam de conhecer uma nova mulher ou se ainda está falando com uma velha amiga.

Somos suscetíveis a elogios e permanentemente aptas a mudanças. Temos verdadeira fobia de monotonia, nos adequamos a qualquer cenário. Normalmente, somos
uma companheira animada, agradável e alegre.
Tirando nossas raras fases azedas que fazem com que fiquemos insuportáveis com nosso cinismo e língua afiada, existe também, nosso outro lado romântico e aventureiro. Acompanharemos alguém em tudo que fizer, desde uma escalada em uma montanha até um banho de mar à noite. Para nós, não existe esta coisa de separar as atividades entre feminina e masculina.

Nossa dupla personalidade rende algumas dores de cabeça, confesso. Não espere muita coerência de uma geminiana. Tudo pode estar se encaminhando como tu esperarias, até que de repente a "outra" toma conta e nada do que vinha acontecendo tem continuidade.

Como estamos sempre em constante mudança física, mental e emocional, consideramos uma árdua tarefa tomar decisões. Analisamos todos os bônus e ônus do que virá, e se isso realmente fará algum sentido em nossas vidas. No final das contas, nós faremos sempre a melhor escolha do momento. Se algum dia descobrirmos que a melhor escolha que fizemos acabou se tornando um pesadelo, não pensaremos duas vezes em largar tudo para recomeçar do zero. Não nos prendemos muito aos nossos erros se descobrirmos que fizemos uma escolha errada. Vamos aprender com a experiência, e dificilmente erraremos novamente.

Em relacionamentos, é muito difícil nos entregarmos a uma pessoa sem enfrentar dúvidas. Para nós não basta ouvir palavras carinhosas e juras de amor. O verdadeiro amante deve agradar nossos ouvidos com palavras dóceis, mas não pode se esquecer que somos contra monotonia. Nossa mente não consegue processar a informação de que uma pessoa que nos ama, não nos entende.
Nós nunca vamos tomar um ônibus, se pudemos ir de avião. Jamais ficaremos caladas se pudermos falar. E jamais andaremos quando pudermos correr. Por isso, nunca vamos nos contentar com o mínimo de sentimentos, quando podemos ter muito mais.

Nós, mulheres geminianas, somos muito mais que isso, somos menos que isso, e temos muito mais defeitos do que citei aqui em cima. Somos pessoas alegres, e são raros os momentos de raiva, irritação ou tristeza. Apesar de muitas vezes parecermos frias e distantes, nós desejamos ser amadas e mimadas.
Alguém que consiga mostrar, que estará sempre ao nosso lado, apesar de nossa dualidade, terá uma amiga fiel, uma companheira para todas as horas e uma mulher que se entregará por inteira. Aliás, o melhor remédio contra o mau-humor da geminiana é sempre demonstrar amor, carinho e atenção.

Ah, e que fique claro:
Modéstia pouca para geminiana, é bobagem.

18 de nov de 2009

Te vejo por dentro


Trabalho enobrece a alma.

Agora eu acredito nisso.

Esse um dos maiores motivos por não postar mais nada aqui, e por que ando meio sem tempo, e por que ando feliz demais, e como todos sabem, eu só escrevo coisas estúpidas quando estou de bem com a vida. Que coisa não?


Semana retrasada, mais precisamente na quinta-feira, dia 05, dei início a uma nova jornada que durará 9 meses, se tudo der certo.

Calma, eu não tô grávida.


Começei a estagiar em um hospital de grande porte.
Um ótimo lugar para estudantes, e um lugar do qual eu jamais esquecerei.
Até então estou gostando de tudo o que vejo, pois afinal é a minha primeira relação:
profissional da saúde - paciente.

E confesso que acho tudo imensamente gratificante.
Uma coisa que sempre escrevi por aqui, foi sobre a minha paixão por saúde, e o quando isso me movia a querer sempre galgar degraus maiores. E é isso que faço agora. Por enquanto ainda no primeiro estágio, primeiras impressões, primeiras emoções, das muitas que virão.
Não há coisa melhor do que ver estampado um sorriso de gratidão, ou um aperto de mão, vindos de alguém que tu se dispôs a ajudar. Isso meu caro, não tem dinheiro nenhum que pague.

E a cada dia me sinto mais extasiada com tudo o que acontece, com tudo o que vejo e com tudo o que virá.

"Num leito de hospital, com a dor rasgando a alma são eles que com dedicação e bondade. Nos amenizam o sofrimento com muito amor e calma. Os sedativos que nos dão ás vezes não resolvem mais, mas seu semblante tem tanta ternura nos transmite tanta paz. Seja noite, seja dia muitas vezes na correria lutando contra o tempo nos dão força e segurança. E com o olhar tão sereno, fazem nascer uma esperança. Cuidando desde o mais velho até a criança sem descriminar raça ou cor, enfermeiras e enfermeiros, todos vestidos de branco são anjos de luz enviados por Deus para suavizar nossa dor."


Achei isso no google.

Meio piegas, meio emocore demais, mas bem verdade.


Por enquanto é isso, espero escrever com mais frequência.


"você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você"


14 de set de 2009

O resultado inevitável


Tudo é tão banalizado hoje em dia, que a gente se confunde no certo e no errado, pois é tão normal exultar o errado e reprimir o certo...
E não é diferente com as relações existentes no mundo de agora. Relações de vários âmbitos e de todos os tipos. Todas são super valorizadas, ou o extremo inverso acontece.

Eu discordo das inúmeras opiniões de que confiança vem com o tempo.
Vem com o tempo nada, não sejamos hipócritas.
Confiança se constrói, se molda, se ajusta e se cria.

Um relacionamento que não é embasado na confiança e no respeito, me desculpem, mas tem tudo para dar errado. Como alguém pode viver na corda bamba? Pensando nisso ou naquilo, esperando atitudes e não palavras?

Eu conheci alguém certa vez, que me disse que traia, para prevenir alguma pulada de cerca do parceiro, e que não se importava com a confiança, nem do parceiro para com ela e nem dela para com o pobre coitado. Ela dizia que podia estar errada, mas que sua frustração seria amenizada, caso ela tivesse traído. Na época eu achava um absurdo, lembro das vezes que discursei sobre a boa moral e os bons costumes, e todo aquele blábláblá de ser fiel.

Mas hoje eu vejo que de nada adianta toda essa santidade, se o principal falta.
Confiança é a palavra chave. É como o tronco de uma árvore, dá sustentação, nutre e abre outros vértices para outras possibilidades.
Todo o individuo dá o que tem.
Oferta o que lhe cabe.
Então, não queira pedir e obrigar alguém a confiar em ti, se o mesmo não é feito dá tua parte.
Possibilite confiança, e receberá confiança.
Tudo se encontra tão previsível, que eu digo com toda a certeza que será assim.

Mas não perca, não desmereça e nem jogue fora essa confiança.
Ela não volta, é vidro que uma vez atirado no chão se espatifa em pedaços, impossíveis de serem recompostos.

E por experiência própria, nunca diga "eu não confio em ti".
Esse é o grande passo para o teu fim, e para a tua desconfiança.
Perde-se pontos, e é o motivo de vários sonhos terem chegado ao fim.

Confiança é uma utopia.
Mas eu gosto de sonhar.



15 de ago de 2009

Querer x Poder



Liberdade.
Liberdade...
Liberdade?
ou
Liberdade!

Sonhos de um insano.
Sou insana então por desejá-la tão ardentemente?
Pode ser que seja, temo que eu seja.
Mas é ela que me faz questionar as coisas, os momentos, as pessoas, um livro, o clima, uma tarde.
E é ela que abre a minha derrocada também.
E ela que me confunde, é ela que me angustia.
É tão doce o seu gosto, é convidativa, é inebriante.
Diria, viciante.
Quanto mais se tem, mais se quer.

E quando não se tem, perdem-se os sentidos, a razão, a lógica para as coisas.
Não tê-la, é como viver dentro de um estábulo, e fora deste mesmo estábulo, estão todos os outros cavalos, livres, sem rédeas e sem cavaleiros para ditar a direção de seu galope. E você ali, assistindo de camarote, o prazer de viver assim, e você sabe que um dia chegará a isso, mas não sabe ao certo quando, e teme que este momento demore demais, a ponto de comprometer fases importantes do seu desenvolvimento. E você também sabe que tem poder para acabar com isso, embora tudo dependa de n fatores. Mas não consegue, por medo ou talvez por tamanha analgesia em que você se encontra.

Existem milhares de situações pela qual passamos, em que a nossa razão serviria melhor como tribunal, não a razão de outro alguém.
E isso é em demasia, necessário.

Eu quero falar o que eu quiser, onde e quando minha boca e minha garganta tiverem vontade de falar.
Eu quero ver e ouvir, sem pudores, qualquer ruído, qualquer som ensurdecedor, pois afinal, são meus tímpanos.
Eu quero ver cenas proibidas para mim, eu quero ver um pôr-do-sol sem restrição.
Eu quero ir aonde os meus pés me levarem, onde a minha mente me ditar, e onde o meu coração escolher.
Eu quero sair e não voltar, voltar e não sair.
Eu quero ir e ter a opção de não voltar, se assim preferir.
Eu quero escolher fazer o errado. Os erros nos mantém alertas e gritam que estamos vivos, e não escaparemos de prestar contas no final de tudo.
Eu quero comprar e não pagar, eu quero comprar e pagar o dobro.
Eu quero esbravejar, gritar e discutir, e depois me arrepender.
Eu quero interferir na vida de alguém e fazê-lo mudar seu destino.
Eu quero dizer "azar" com todo o seu sentido literal.
Eu quero me sentir viva, eu preciso.
Nem que isso me custe o bom sono de todos as noites.

"A liberdade não tem qualquer valor se não inclui a liberdade de errar."
(Mahatma Gandhi)


9 de ago de 2009

Fortaleza


Uma figura que sempre esteve presente na minha vida, nos maus e bons momentos.
O odiei e o amei com a mesma intensidade.
Fiz promessas e menti, desejei tê-lo e desejei que ele não tivesse existido.
Quis tanto um carinho, e em outras vezes pedi pra não lembrar de mim.
Não imagino viver sem ter sua presença.
Não é sempre que nos entendemos, mesmo sabendo que na maioria das vezes quem tem razão é ele.
Muitas vezes minhas vontades não são feitas, e custo a perceber que são pro meu bem, como ele vive dizendo.
Me entende muito mais do que eu imagino.
Me surpreende com seu entusiasmo e inteligência.
Estrategista e sagaz, ele é incomparável.
É o meu exemplo de clareza e discernimento.
Os gostos musicais, a teimosia, o jeito carrancudo em certas ocasiões, o nariz e os cabelos, herdei dele, e me sinto plena quando dizem que me pareço com ele.
Prático, sincero e justo.
Nunca o vi dizer uma inverdade, nem tampouco deixar alguma decisão pra ser tomada tardiamente.
Me orgulho por ele, pela vida que teve, pela história, pelos seus erros, pelas conquistas.
Gosto das palavras que por vezes são escassas, quando só um olhar me diz o que pensa.
Não teve uma relação íntegra com meus avós, e talvez por isso a minha educação foi bem pautada no respeito, na honestidade e na verdade.
Atrás da pessoa que eu sou hoje, há o meu pai, que me guia, me ensina e me faz ver a todo o dia que o amor e dedicação que ele me oferta, são uma pequena parte do que se pode entender sobre amor.

eu te amo meu velho!

27 de jul de 2009

Always

Até que ponto a gente sabe que tomou a decisão correta?
Quando a gente tem a resposta de que escolheu o caminho certo?
A dor, o desespero e a impotência de ver alguém indo embora, pra talvez nunca mais voltar, é indescritível.

Ver alguém que se ama te dizendo "tchau", dói no fundo da alma.
Por saber que pode ser pra sempre, por saber que nem tudo o que se faz é certo, por ter dúvidas, por estar confuso, por ter mais amor no peito do que gostaria.

Nunca se sabe a hora certa de parar, de dizer chega, de dar um basta.
Existem mil vozes a soar na nossa volta, o coração, a consciência, a razão, a emoção, o perdão, a sabedoria, e nós temos que saber conciliá-las pra fazer um bom uso.
Mas e quando isso não acontece?
E quando a gente acaba ouvindo uma das vozes apenas?
Ou quando ouvimos uma voz agora, e logo mais tarde outra, e daqui algumas horas outra voz te faz mais sentido?

Agir pensando no melhor caminho a ser seguido, é sempre o melhor a se fazer, mas nem sempre é o melhor pra gente.
E só temos a certeza de tudo, com o bendito, ou maldito tempo.

E o que fazer quando se tem 50% da certeza do ter feito o certo?
E existe o certo?
Quem determina o que é certo?

Sou eu.
Única e exclusivamente eu.
E devo arcar com as minhas escolhas. Elas foram tomadas em algum momento, e me pareceram ser verídicas.

Ás vezes eu me vejo como um eterno ponto de interrogação, um paradoxo, uma questão, algo que alguém criou e não colocou um ponto final.
E não sei até que ponto isso é louvável, como não sei até que ponto isso influencia nas atitudes de quem me rodeia.

Será que tem volta?
Existe um caminho de volta?

Eu tenho ideias, e as mudo quando acho conveniente.
E só não as muda, quem não as tem.

9 de jul de 2009

Agora

"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu"

Caio Fernando Abreu.

5 de jul de 2009

Teatro dos Vampiros



Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos

Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.


(Legião Urbana)

9 de jun de 2009

Tempos de Cólera

Sentir toda a dor possivel quando se desentende com alguém é anestesiante.
Tu passa por todos os estágios e percebe com toda a clareza o tamanho do buraco que é aberto na tua alma.

Amar alguém é padecer, e não sei bem ao certo se no céu.
Amar alguém não é passar por cima das tuas razões, mas saber colocá-las com paciência e discernimento, pois o que dizem por ai é tão certo quanto dez e dez são vinte "procure ver antes de machucar um coração se você não se encontra dentro dele.
Amar alguém, é saber que a tua felicidade e o teu bem estar, é tão ou mais relevante que o do da pessoa que tu ama.
Amar é doar a paciência que já não existe.
Amar é saber dar a mão quando a outra pessoa fraqueja.
Amar é ajudar e ter consciência do que se diz.
Amar sentir altruísmo.
Amar é sentir felicidade quando o outro também é feliz.
Amar é só ser feliz quando o outro também é.
Amar é esquecer de divergências, quando o que mais importa é a união.
Amar é união.
Amar é acompanhar, não só na rua e no shopping.
Amar é acompanhar a vida, e se fazer companheiro.
Amar é perceber quando passa da conta, e saber reconhecer o erro.
Amar é sentir medo de falar, por medo de perder.
Amar é dedicar tempo a um problema que não te diz respeito.
Amar é pensar em si, e não passar por cima do outro.
Amar é compreender o incompreensível.
Amar é dar o que não se tem, e dividir o pouco que ainda resta.
Amar é tentar, tentar, até completar.
Amar é confiar.
Amar é pensar antes de agir.
Amar é zelar e respeitar.
Amar é correr atrás e buscar o amor de quem se ama, desesperadamente.
Amar é depois da briga, ter coragem de dizer eu te amo.
Amar é desculpar-se, mesmo quando não faz idéia do por que.
Amar é cuidar de quem se ama.
Amar é dizer "não" quando se deve.
Amar é discutir pra construir.
Amar é ter certeza de que nada vai poder interferir, enquanto não se permitir.
Amar é ser firme quando discorda, pois é assim que mostramos o real valor que temos.
Amar é deixar espaço pra duvidar, pois nada no universo é perfeito.
Amar é decepcionar-se vez em quando, as decepções modificam as ações.
Amar é amar quando mais se precisa ser amado.

Amar, não é isso que eu disse nas linhas acima.
É muito mais do que isso.
Vai mais do que qualquer palavra possa externar.

Não existe nada mais frustante do que ver nos olhos de que se ama, a insatisfação.

Se você ama, tenha cuidado.
Se você ama, sinta o coração pesado do outro.
Se você ama, deseje acabar com o sofrimento do outro, e pra isso, se for necessário, sacrifique-se.
E quando não há mais nada a se fazer, apenas diga:

Tudo bem , por que eu te amo.
Estou aqui.
Sem preocupações.
Eu farei o possível.

Parece pouco, mas quem ama, sabe o valor desses dizeres.

E quando tudo parecer perdido, quando começar a não fazer sentido, quando o amor enfrequecer, não se assuste.
Todos passaram e todos passarão por isto.
Basta discernir e saber encarar com coragem.

Existe uma coisa que pode prender duas pessoas pra sempre, ou pode distancia-las pra sempre.
E essa é o amor.

5 de jun de 2009

Change-over

Tudo na nossa volta é altamente mutável.
Pessoas, coisas, lugares, situações, vivências, ruas, cidades, animais.. enfim. Tudo muda, mas nem tudo muda pra melhor.

Durante 18 anos convivi comigo mesma, aprendi a lidar comigo mesma, a buscar o meu equilibrio e o que me fazia bem. Mudei de mais, mudei drásticamente, mudei pouco e outras vezes mudei tão pouco, que nem eu mesma percebi. Mas mudei, e isso é relativamente bom. Meus gostos mudaram, minha linha de raciocínio, meus anceios, meus medos, minhas vontades, meus prazeres, meus vicios, meus conceitos...

Mudar faz parte do crescimento de qualquer indivíduo. O ser humano é suscetível a transformação, necessita dela e sem ela, sua vida estaguina. E venhamos e convenhamos, uma vida sem mudança, é uma vida totalmente sem sentido, destituida de progresso.

Naturalmente, somos aversíveis a mudança, a toda e qualquer sinal de diferença de cotidiano. Mas por que? Medo? Receio? ou simplismente pelo conformismo?

A ironia é que a mudança é inevitável. Todos têm de lidar com ela. Por outro lado, o crescimento é opcional. Você pode optar por crescer ou lutar contra ele, mas saiba de uma coisa: pessoas que não querem crescer nunca alcançarão seu potencial.

Não talhe feito um artesão, a imagem de uma pessoa de bem, como o "cara estranho" do Los Hermanos. Seja normal, tenha falhas e se arrisque. Mude, ouse e opte sempre pelo caminho que te exige mais esforço.

“Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem.”
Dostoievsky

“Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.
Leon Tolstoy









1 de mai de 2009

O último dele pra ele.

Vou desaguar a dor que me invade,
Dentro de um imenso poço.
Destilar minha saudade, esquecer de você.
Vou desistir do teu jogo.

Vou recusar as horas a fio
Que passei pensando em teu corpo.
Tua atitude, suja e vil,
Dará lugar à outro ombro.

Vou derramar suas lembranças em lírios,
Tropeçar no meio-fio da calçada.
Os dias em que respirei martírios,
Dará lugar à risadas.

Me embriagar de outros beijos e abraços,
Vou revidar minha mágoa.
Nas noites de festa, esse cansaço
Será só mancha, só nódoa.

Embebedar meu ser de outros olhos,
Rir alto, falar palavrão.
Esquecer que um dia você existiu
Dentro deste coração.

Vou respirar outra manhã de outono,
Dar fim às promessas de amor.
As juras que hoje invadem minha mente,
Terão um novo sabor.

E os encontros marcados e não idos,
Sua surdez. Sua mudez.
Vou recuperar o tempo perdido,
Esquecer sua desfaçatez.

Vou me aventurar em outros mares (e corpos)
Beijar outras mãos, ler poesia clichê
Vou me curar entre goles e copos,
Vou me perder de você.

Suas palavras de carinho,
Sem importância, vou publicar.
Vou derramar suas fotos no lixo
Sem ter o que amargar.

E se, por ventura, você me esperar
Em qualquer esquina de novo,
Vou preferir te ignorar.
Vou refazer meu consolo.

(Guilherme Gomes Ferreira)

19 de abr de 2009

Pequena geminiana de Jesus, quem és tu?

Sou simpática, sou amiga e sou teimosa, amo ler, adoro comer bobagens, na música não há o que eu não goste, não gosto de novelas, tive preconceito e hoje não tenho mais, odeio racismo, falo da aparência das pessoas, e não tenho vergonha de nada do que eu faço, me divirto com pessoas tímidas, gosto de preto e branco, vermelho, já tive dúvidas sobre tudo, gosto de doce, chocolate, não odeio emos, amo reggae, ponto de equilíbrio, amo grunge, amo nirvana, gosto de filmes legendados, amo tirar fotos, gosto de estar perto de quem me faz bem, sou destra, escrevo com o caderno na vertical, conto e rio de piadas sem graça, tenho medo de alguns cachorros, me irrito demasiadamente, gosto de pessoas gentis, gosto de dormir quando não se há mais nada a fazer, odeio ser ansiosa, não me movimento durante a noite, falo dormindo, gosto de cantores que fizeram sucesso no passado, mudo de assunto facilmente, sou muito chata quando quero, amo dar conselhos e dizer a alguém o que fazer, e não me sinto culpada por isso, odeio quando mandam em mim, acho a liberdade mais importante que o pão, não demonstro alguns medos, não ligo para opiniões terceiras ao meu respeito, gosto de estilo, não muito da moda, sei tudo que me faz bem, não me arrependo de nada, faço perguntas tolas e infantis, amo crianças, principalmente recém-nascidos, daria a vida por meus amigos, e nem sempre sou verdadeira, acho a falsidade elegante se usada com inteligência, não gosto de ser arrogante com ninguém, gosto de sair, criatividade nunca me faltou, não gosto de plágios, a verdade sempre se destaca entre as cópias, gosto de pessoas misteriosas, gosto de sentir medo, não sou dengosa, gosto de assistir filmes, falar sobre coisas fúteis, falar sobre política, jogo futebol e amo salto alto, amo andar de ônibus, gosto muito da minha família, mesmo sabendo que são meus algozes, não gosto de gente antipática, gosto de tomar banho, gosto de demorar mas não gosto de esperar, sei muito bem quando e onde não sou bem quista, faço novas amizades com facilidade, sou geminiana, nasci no dias dos namorados, sou inconstante e imprevisível ás vezes, faço eu mesma um esforço enorme para me entender, choro por qualquer coisa, digo eu te amo pra quem amo realmente, me arrisco de todas as maneiras, gosto de aventuras e de todos os tipos de esportes, falo mesmo que por impulso, odeio quando minha consciência fala mais alto do que eu, gosto de irritar pessoas sérias, faço brincadeiras e sei quando devo parar, não bebo e não fumo, faço sexo, é mais saudável, adoro viajar, conhecer lugares novos e inexplorados, gosto de verão, inverno e primavera, mas não gosto de outono, não gosto de indecisão, gosto de coisas simples e práticas, gosto de resolver testes e palavras cruzadas, gosto de novidades, mas gosto de seguir uma rotina, quando necessário, gosto de ler Bruna Surfistinha e Dostoiévisk, não suporto quando perco, adoro vencer, penso em concretizar meus sonhos, quero casar, ter filhos, mas não quero virar dona-de-casa-que-não-tem-vida-própria, gosto mas não sei tocar violão, sei muito bem usar meus erros e acertar numa próxima vez, tenho cabelos cacheados,e sou feliz com eles, um dia não fui, gosto de andar pelo shopping sozinha, fico muito irritada quando esqueço as pilhas do meu mp3, gosto de funk pelas baixarias, é uma forma de cultura, do povo, sou suscetível a elogios, e gosto de dançar sozinha, não vivo sem amor, amo incondicionalmente, loucamente, perigosamente, sou apaixonada por música antiga, e gosto do que é mais difícil, gosto de olhar nos olhos, de abraçar, não gosto de me sentir vulnerável, mas gosto de ser controlada , tenho um blog e não acho demodê, não gosto quando alguém não entende o que eu falo, costumo ficar nervosa quando falo em público, adoro dar e receber, seja lá o que for. Não sei ser diferente disso, pois cada um tem a Priscila que merece, amo lasanha e batata frita, e sou colorada fanática.


10 de abr de 2009

O primeiro Selo, a gente não esquece


Fui contemplada com uma coisa que não conhecia, uma coisa muito interessante por sinal.

"O prêmio Dardos tem como objetivo: 'Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.' Para aceitar o selo, deve-se citar e linkar o blog de quem recebeu, publicar a imagem do selo e repassar para mais 15 blogs."

Quando recebemos elogios, quando alguém nos diz que nosso trabalho é bom, quando podemos fazer com que o outro possa desfrutar de algum pensamento que ás vezes é mais que compartilhado, nos sentimos plenamente satisfeitos e felizes. Pois bem, estou mais do que feliz e satisfeita. Estou lisonjeada e plena. Contente e adulada com tal fato.

Tenho a deliciosa missão então de lhes repassar mais 15 blogs linkados.
Não irei listar 15, mas dois que acho super interessante.

Recebi o selo do meu querido e grande amigo Gui, dono de um dos blogs mais interessantes e sagazes que eu conheço:

Óbvio Ululante

Outro que indico, é o de uma grande amiga Amanda, que por sinal, criou seu blog a pouco tempo, mas tem uma temática muito interessante sobre a vida, com seus textos e crônicas.

M. Moor

Com certeza, a primeira é inesquecível.
Ainda mais quando se ganha um selinho.

(dispenso eufemismos)



4 de abr de 2009

Lenda Incógnita
















Kurt Donald Cobain, nascido no dia 20 de fevereiro de 1967 em Aberdeen, estado de Washington (o mesmo de Seattle), foi dado como desaparecido no dia 4 de abril de 1994. Ele havia sido internado na Califórnia, poucos dias antes, em coma depois de uma overdose uma semana após o último show do Nirvana, em Munique, na Alemanha. Kurt se casou com a cantora Courtney Love em 1992, no Havaí, e com ela teve uma filha, Frances Bean.
Em 1993, o Nirvana lançou seu último álbum de estúdio, "In Utero", e gravaram o acústico da MTV em 1994 que teve lançamento póstumo, no dia 1º de novembro do mesmo ano.
No dia 30 de março, o cantor acordou do trauma e deixou o hospital. Voltou para Seattle no mesmo dia, comprou uma espingarda, foi para sua casa e não se comunicou com ninguém. Cobain foi encontrado pela polícia em 8 de abril, três dias após sua morte, na estufa localizada no andar acima da garagem. Uma carta de suicídio foi achada no topo de uma montanha de terra:

"Falando da língua de um simplório experiente que obviamente preferiria ser um eliminado, infantil e chorão. Este bilhete deve ser fácil de entender. Todas as advertências dadas nas aulas de punk rock ao longo dos anos, desde a minha primeira introdução a, digamos assim, éticas envolvendo independência a aceitação de sua comunidade provaram ser verdadeiras. Há muitos anos eu não tenho sentido a excitação de ouvir ou fazer música, bem como ao ler e escrever.

Minha culpa por isso é indescritível em palavras. Por exemplo quando estou atrás do palco e as luzes apagam e o ruído maníaco da multidão começa, não me afeta do jeito que afetava Freddy Merucury que costumava amar, se deliciar com a adoração da multidão que é algo que eu totalmente admiro e invejo. O fato é que eu não posso fazer você de tolo, nenhum de vocês, posso enganar. Simplesmente não é justo a você ou para mim. O pior crime do que eu posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo como se eu estivesse me divertindo 100%.

Às vezes eu acho que eu deveria acionar um despertador antes de entrar no palco. Eu tentei tudo dentro de meu alcance para gostar disso(e eu gosto, Deus, acredite em mim eu gosto, mas não foi o suficiente). Eu aprecio o fato de que eu e nós atingimos e divertimos muitas pessoas. Eu devo ser um desses narcisistas que só dão valor as coisas quando elas se vão. Eu sou sensível demais. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança. Nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte de todas as pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs de nossa música, mas eu ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que eu tenho por todos.
Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal. O triste, o sensível, insatisfeito, pisciano, pequeno homem de Jesus. Por que você simplesmente não aproveita? Eu não sei! Eu tenho uma esposa que é uma deusa, que transpira ambição e empatia, e uma filha que me recordam muito do que eu era, cheio de amor e alegria, beijando toda pessoa que ela encontra porque todo o mundo é bom e não a fará nenhum dano. E isso me apavora ao ponto de eu mal conseguir funcionar.

Eu não posso ficar com a idéia de Frances se tornar o triste, o autodestrutivo e mórbido roqueiro que eu virei. Eu tive muito, muito mesmo, e eu sou grato por isso, mas desde os sete anos , passei a ter ódio de todos os todos os humanos em geral. Apenas por que eu amo e sinto demais por todas as pessoas, eu acho. Obrigado do fundo de meu nauseado estômago queimando por suas cartas e sua preocupação ao longo dos anos. Eu sou mesmo um bebê errático e triste!

Não tenho mais a paixão, então lembrem, é melhor queimar do que se apagar aos poucos.
Paz, Amor, Empatia.

Kurt Cobain

Frances e Courtney, eu estarei em seu altar.
Por favor vá em frente Courtney, por Frances.
Por sua vida, que vai ser mais feliz sem mim.

EU TE AMO, EU TE AMO! "

E até hoje, sua morte gira em torno de estranhas histórias, fatos, testemunhas, depoimentos que voaram ao vento, deixando no ar essa imensa ponte intransponível de dúvias, questionamentos e revoltas.

"Querer ser outra pessoa, é disperdiçar quem você é"
Kurt Cobain

21 de mar de 2009

Closer


Hoje divaguei bastante sobre as escolhas que fazemos na vida, sobre as cobranças que nos são impostas e sobre os estereótipos que nos são empurrados guela a baixo.
Me deparo centena de vezes com situações de pessoas próximas, nas quais eu vejo, com incontestável clareza, o quão simples são de solucionar.
Já não é a primeira vez que noto que as pessoas, e não digo hoje em dia, por que infelizmente isso acontece desde a época da minha tátaravó, agem de forma precipitada, fazendo sangrar quem corre ao seu lado.

A traição. Grande problemática. Um paradoxo. Uma vertente. Uma escolha.

Muitos são os conceitos sobre traição, sobre trair alguém e deixar-se trair. Será que quem trai, sabe exatamente onde pisa? Será que quem é traído fica realmente cego? Será que existe o verdadeiro perdão, daqueles que não se joga na cara ou se põe o dedo em riste contra quem cometeu essa contravenção?

Formas de traição existem milhares. Umas mais graves e outras nem tanto?

Pois eu compartilho da ideia anciã e clichê de que traição não tem perdão, seja ela introspectiva ou avassaladora. É quase que impossível crer que uma pessoa de caráter forte e honesto, de índole nobre (sim... isso também varia de acordo com a índole), de valores e éticas irrefutáveis, possa chegar ao ápice de tamanha covardia e injustiça.

Conheço alguém que trai. E trai a anos. E não com um indivíduo, mas com vários. Leva a sua vida com amargura e descontentamento, pois se acha infeliz no matrimonio. Tenta encontrar consolo pra sua quase-não-existente-auto-estima. Tem a plena convicção de que será um pouco menos frustrado caso tenha encontros vetados. Sempre me pergunta e me conta de sua vida, de como é o seu dia-a-dia, de como são seus filhos, de como seu parceiro lida com esta tal situação.
Essa pessoa então, todo dia, a toda hora, em todas as nossas breves conversas, me questiona sobre o que deve fazer, sobre suas aventuras extra-conjugais.

E o meu subconsciente não me deixa escapar. eu tento mas não consigo. Ele age por si só. Digo:
"-O que você está fazendo com a vida do seu parceiro?"
E não, não pergunto por ele.
Quem trai, tem consciência dos seus atos, ações e reações. E não me venha dizer que ás vezes acontece por impulso, sem pensar. Lorota das grandes. Quem trai, trai. Não importa o momento, o lugar, a hora e a situação.

De repente me vejo falando, persuadindo-o a ser uma pessoa um pouco menos covarde, e aponto sem dó nem piedade seus defeitos e falhas. Quem está de fora de uma situação, enxerga mais luminosamente um fato.

Falta de auto-estima, inconstância, imaturidade, incongruência, falta de amor próprio, brio e orgulho são as principais imperfeições de uma pessoa que trai.
Digo tudo isso a ele, e o aconselho a pensar não mais em si, mas em quem o rodeia. Seus filhos, família e parceiro, que consequentemente é o que mais pena com tudo isso. Digo pra pensar em sua vida, sem as pessoas que ele realmente ama, pois só assim sabemos o real valor das mesmas. Digo também para inverter as posições, fazer uma troca de atitudes e se colocar do lado mais fraco da ponte, da pessoa que é engana e iludida, e imaginar, por mais doloroso que seja, sua vida, vivida exatamente como você a faz ser vivida.

A fidelidade é um reflexo natural do amor. Quando se ama verdadeiramente a fidelidade é tão natural quanto o ato de respirar. Não é uma cobrança. É uma entrega voluntária. Ser fiel, não exige esforço, não exige tenacidade. Exige sim, uma cobrança de si mesmo, um desejo verossímil de ser sincero e fiel com sua consciência.

E valhe sim o velho ditado: Quem ama, realmente, não trai.

(A imagem do texto, é do filme Closer-Perto Demais. O filme relata uma história envolvendo infidelidade, intimidade e sacrifício.)