15 de ago de 2009

Querer x Poder



Liberdade.
Liberdade...
Liberdade?
ou
Liberdade!

Sonhos de um insano.
Sou insana então por desejá-la tão ardentemente?
Pode ser que seja, temo que eu seja.
Mas é ela que me faz questionar as coisas, os momentos, as pessoas, um livro, o clima, uma tarde.
E é ela que abre a minha derrocada também.
E ela que me confunde, é ela que me angustia.
É tão doce o seu gosto, é convidativa, é inebriante.
Diria, viciante.
Quanto mais se tem, mais se quer.

E quando não se tem, perdem-se os sentidos, a razão, a lógica para as coisas.
Não tê-la, é como viver dentro de um estábulo, e fora deste mesmo estábulo, estão todos os outros cavalos, livres, sem rédeas e sem cavaleiros para ditar a direção de seu galope. E você ali, assistindo de camarote, o prazer de viver assim, e você sabe que um dia chegará a isso, mas não sabe ao certo quando, e teme que este momento demore demais, a ponto de comprometer fases importantes do seu desenvolvimento. E você também sabe que tem poder para acabar com isso, embora tudo dependa de n fatores. Mas não consegue, por medo ou talvez por tamanha analgesia em que você se encontra.

Existem milhares de situações pela qual passamos, em que a nossa razão serviria melhor como tribunal, não a razão de outro alguém.
E isso é em demasia, necessário.

Eu quero falar o que eu quiser, onde e quando minha boca e minha garganta tiverem vontade de falar.
Eu quero ver e ouvir, sem pudores, qualquer ruído, qualquer som ensurdecedor, pois afinal, são meus tímpanos.
Eu quero ver cenas proibidas para mim, eu quero ver um pôr-do-sol sem restrição.
Eu quero ir aonde os meus pés me levarem, onde a minha mente me ditar, e onde o meu coração escolher.
Eu quero sair e não voltar, voltar e não sair.
Eu quero ir e ter a opção de não voltar, se assim preferir.
Eu quero escolher fazer o errado. Os erros nos mantém alertas e gritam que estamos vivos, e não escaparemos de prestar contas no final de tudo.
Eu quero comprar e não pagar, eu quero comprar e pagar o dobro.
Eu quero esbravejar, gritar e discutir, e depois me arrepender.
Eu quero interferir na vida de alguém e fazê-lo mudar seu destino.
Eu quero dizer "azar" com todo o seu sentido literal.
Eu quero me sentir viva, eu preciso.
Nem que isso me custe o bom sono de todos as noites.

"A liberdade não tem qualquer valor se não inclui a liberdade de errar."
(Mahatma Gandhi)


9 de ago de 2009

Fortaleza


Uma figura que sempre esteve presente na minha vida, nos maus e bons momentos.
O odiei e o amei com a mesma intensidade.
Fiz promessas e menti, desejei tê-lo e desejei que ele não tivesse existido.
Quis tanto um carinho, e em outras vezes pedi pra não lembrar de mim.
Não imagino viver sem ter sua presença.
Não é sempre que nos entendemos, mesmo sabendo que na maioria das vezes quem tem razão é ele.
Muitas vezes minhas vontades não são feitas, e custo a perceber que são pro meu bem, como ele vive dizendo.
Me entende muito mais do que eu imagino.
Me surpreende com seu entusiasmo e inteligência.
Estrategista e sagaz, ele é incomparável.
É o meu exemplo de clareza e discernimento.
Os gostos musicais, a teimosia, o jeito carrancudo em certas ocasiões, o nariz e os cabelos, herdei dele, e me sinto plena quando dizem que me pareço com ele.
Prático, sincero e justo.
Nunca o vi dizer uma inverdade, nem tampouco deixar alguma decisão pra ser tomada tardiamente.
Me orgulho por ele, pela vida que teve, pela história, pelos seus erros, pelas conquistas.
Gosto das palavras que por vezes são escassas, quando só um olhar me diz o que pensa.
Não teve uma relação íntegra com meus avós, e talvez por isso a minha educação foi bem pautada no respeito, na honestidade e na verdade.
Atrás da pessoa que eu sou hoje, há o meu pai, que me guia, me ensina e me faz ver a todo o dia que o amor e dedicação que ele me oferta, são uma pequena parte do que se pode entender sobre amor.

eu te amo meu velho!